É estranho voltar aqui depois de tantos meses e lembrar que tanta coisa aconteceu durante esse intervalo.
É estranho reler palavras antigas e perceber que houve mudança. Uma estranha sensação de alívio. Durante muito tempo eu acreditei que não haveria mudança. Durante muito tempo eu simplesmente deixei de acreditar.
Não quero mais sentir tristeza
Hoje eu sinto medo, receio, dúvida, todos esses sentimentos que alguns denominam negativo, eu vejo como superação. Esses sentimentos não se sobrepõe sobre mim, pelo contrário, me fazem sentir como um humano qualquer. No momento que desisti, não havia medo, ou melancolia como alguns acreditam. O único sentimento que existia era a ausência de qualquer um outro. Admito, tudo o que eu queria era estar bêbada e em silêncio.
Não havia bons momentos, ou ruins. A vida era uma constante. E também durante essa circunstancia, por algumas vezes, eu acreditei estar amaldiçoada.
Mas eu não estava amaldiçoada
Eu só estava coberta de sujeira
Houve muito tempo, para que eu finalmente me depreendesse de coisas que dificultavam a limpeza da minha alma. Alguns vícios mentais. Há quem diga que existem pessoas que se apaixonam pela tristeza. É muito mais fácil ser triste, pois, para ser triste basta estar vivo. Já para ser feliz, é preciso se esforçar um pouco para não cair na lábia da rotina. A rotina é sacana. Tem um bom papo, te deixa mole e inerte. Como vencer a própria inércia quando sua mente já está convencida que aquilo que existe é o que há de menos pior?
Às vezes, injeto-me uma quantidade diária de bons pensamentos. E assim tento sobreviver. A diferença, é que agora eu enxergo um futuro. Eu consigo me ver em algum ponto do espaço-tempo no qual eu estou realizando alguma atividade. Isso é algo tão banal para um ser humano qualquer, mas inviável para mim a alguns meses atrás.
Não, eu não quero ter medo, medo de morrer
Só quero ser capaz de dizer que eu vivi minha vida
E todas estas coisas que os seres humanos fazem
Só que antes de qualquer tentativa, eu tenho que me convencer que eu acredito em mim. Acordar, me olhar no espelho e afirmar que sou capaz. Mas a rotina, novamente ela, me põe para baixo. Porém, quando menos espero, surge uma motivação dentro de mim.
Uma motivação no qual eu não sei a origem. Pode ser eu mesma tentando me reerguer. Eu dizendo para mim todos os dias: não desista. Se tem algo de positivo nesse breve momento que chamamos de vida é que não podemos prever o futuro. Tenho tudo para dar errado, mas também tenho tudo para dar certo.
luzes brilhantes
Não entre sem permissão
domingo, 5 de abril de 2015
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Naquele dia nada
estava prestes a mudar. Na realidade, mudança nunca foi o grande foco da vida
de Francis. Ele já tinha se acostumado com a mesmice daquela cidade que há
poucos meses o havia acolhido. Sua casa era pequena, fachada branca, havia um
frontão de inspiração colonial com um azulejo da imagem de nossa senhora, muito
comum naquela região do subúrbio. Francis odiava aquele piso de azulejo cor de
barro que para ele transmitia sujeira, e outras provocava-lhe feridas pelas
rachaduras feitas pelo tempo que possuíam. Nunca mencionou, mas achava que
aquela casa era mais velha que sua vó Joana. Francis nunca se importava demais
com um determinado assunto, no fim de alguma discussão ele sempre soltava a
palavra "banalidade" com um gesto de que não se importava no fim das
contas. Era seu bordão. No momento, estava pensando se poderia existir homens
da espessura de uma agulha, e se eles estariam vivendo ali em algum canto.
Provavelmente não, pois seriam devorados pelos insetos. Porém, eles poderiam
ser inteligentes a ponto de domá-los e usarem isso a seu favor. Quando terminou
de passar o café, já havia esquecido dessa ideia. Sempre fora assim desde
criança. Fazia mini roteiros de inúmeras possibilidades. Na infância, foi
colocado na catequese por insistência de sua avó, sua mãe concordara embora não
fosse religiosa, mas era uma forma de ter algumas horas livre dos meninos.
Durante os ensinamentos, Francis preferia fazer rabiscos em sua carteira de
animais e lhe dar nomes humanos. Sua madrinha dizia que ele não tinha jeito.
Era um herege. Havia 10 anos. Ele nunca foi apegado à religião, embora falasse
que acreditava em deus. Aos 19 anos, conheceu uma menina cujo
o pai era evangélico e faziam questão que ele frequentasse a igreja deles, como
assim diziam. Foi aí que ele percebeu que nunca fora escolhido, tampouco era
especial como os cristãos se autodenominavam. Por que cargas d'aguas deus iriam
me escolher se eu nem gosto de trajar ternos? Havia muitas questões e poucas
respostas, mas logo eram esquecidas. Às vezes ele achava que havia um louco
habitando sua mente que o fazia esquecer. Esse louco não era daqui, pensava
ele. Nenhum humano tinha a capacidade de invadir a mente de outro, se não
estaríamos extintos. É melhor assistir um pouco de TV, antes de sair para sua
inglória rotina, pensou. Rotina que até então não lhe causava incomodo, até certo
dia.
domingo, 20 de julho de 2014
semi nua
Eu queria falar sobre algo que vem acontecendo comigo ultimamente em relação à espiritualidade que tem ocupado bastante minha mente, mas deixarei pra outro momento. Depois de algumas semanas sem escrever, retornei ao blog e reli meus antigos textos. Não sei descrever a sensação. Não há vergonha, há um pouco de orgulho. Estou me permitindo mudar, crescer, renovar. Eu ainda não tenho todas as respostas que eu gostaria de ter. Meu futuro é incerto. Ainda não há muitas decisões feitas, mas creio que as mais importantes foram feitas internamente. Depois de meses nessa fase obscura, gastando todas as energias com situações que não me trariam nenhum retorno, eu parei de maltratar à mim mesma. Eu não preciso carregar fardos que não são meus. Eu não preciso que ninguém seja meu vilão. Não quero dramas. A vida que me privilegia é a mesma que me põe pra baixo. Eu não posso controlar as coisas que acontecem comigo mas posso controlar a intensidade que isso me afeta. E sem querer comentar porém já o fazendo, acredito que nosso espírito, alma ou mente, como deseja chamar, tem que está em equilíbrio. Se apegue a algo, verdadeiramente. Existem tantas coisas superficiais que tomam conta de nós e levamos isso como se fosse o centro da nossa vida. Por que não fazer algo para mim?
Eu preciso viver. Eu preciso arriscar. Eu tenho sede de mudança, a mesmisse me adoece. Adoece minha alma.
Quem diria que aquela Izabela que saiu de Belém há 5 anos atrás é a mesma que já pensou em voltar? As coisas mudam muito rápido.
Eu quero mudanças bruscas mas admito que não sei por onde começar. Talvez um dia eu queira sossegar, talvez. E mude de pensamento. E queira uma vida comum como a de todos. Não tenho medo de mudanças. A única coisa que tenho medo é de parar de sonhar. Definitivamente o pior dos pesadelos, talvez só comparado ao vórtex de perspectiva total.
Não quero todas as respostas. Quero meios. Quero sorrisos verdadeiros e mais simplicidade. Quero me sentir insatisfeita para ter o que buscar. O que não pode acontecer é deixar de acreditar.
Eu preciso viver. Eu preciso arriscar. Eu tenho sede de mudança, a mesmisse me adoece. Adoece minha alma.
Quem diria que aquela Izabela que saiu de Belém há 5 anos atrás é a mesma que já pensou em voltar? As coisas mudam muito rápido.
Eu quero mudanças bruscas mas admito que não sei por onde começar. Talvez um dia eu queira sossegar, talvez. E mude de pensamento. E queira uma vida comum como a de todos. Não tenho medo de mudanças. A única coisa que tenho medo é de parar de sonhar. Definitivamente o pior dos pesadelos, talvez só comparado ao vórtex de perspectiva total.
Não quero todas as respostas. Quero meios. Quero sorrisos verdadeiros e mais simplicidade. Quero me sentir insatisfeita para ter o que buscar. O que não pode acontecer é deixar de acreditar.
domingo, 1 de junho de 2014
Nova perspectiva
Lá estava eu no ponto de ônibus, numa
manhã de domingo ensolarada.
Eu poderia estar dormindo
Poderia, mas não deveria
Nem queria
O clima estava agradável, até para um
passeio.
Passam todos os ônibus, menos o meu. Eu
não me incomodo. Volto a pensar que o dia realmente está bonito para um
passeio. Quanto tempo eu não sentia isso? Sei lá, muito.
Pela primeira vez em pelo menos dois
anos não estou detestando andar por Niterói.
Há poucas pessoas na rua.
Pego o ônibus vermelhinho, mas dessa
vez o destino era a praia vermelha.
Sinto o cheiro de orla. Boas
lembranças. A existência é mesmo uma coisa estranha. Chego no meu destino e
havia mais gente do que eu esperava. Sentei-me no chão mesmo, e contemplei a
paisagem pela primeira vez naquele lugar. Paz.
Eu estou me sentindo bem,
verdadeiramente.
Sinto que eu posso tomar as rédeas da
minha própria vida. Sigo meu ritmo. Esqueço o passado. Eu havia me
libertado da mais doce solidão.
Reconciliar? Reatar? Refazer? Renascer.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
A incrível história de duas meninas que não por acaso são gêmeas (e não idênticas)
Quando eu tinha 12 anos mudei para uma escola totalmente diferente. Não havia pátios enormes, o uniforme havia um cor estranha e os amigos já não eram mais os mesmos. Passei meses culpando meus pais pela minha infelicidade e por muito tempo minha única vontade era de voltar para a minha antiga e amada escola. Que tolinha. Mal eu poderia desconfiar que aquele lugar me daria de presente as mais importantes pessoas.
Eu achei o meu ka-tet.
Quando a professora de matemática disse que havia quatro irmãs gêmeas na sala eu fiquei procurando onde diabos estavam as outras duas porque eu não achava de jeito nenhum. Só então eu percebi duas pequenas, bem pequenas, pessoas parecidas, porém não tanto. Fui pra casa e contei desse fato aos meus pais, haviam quatro gêmeas e duas não eram idênticas. Contei também que não sabia distinguir as outras gêmeas, mas distinguir Laisa de Louise era fácil pois uma era mais gordinha (desculpa Lou, pela referência). Apesar delas não serem idênticas, comentem algumas gemialidades, que por hora podem deixar algumas pessoas afetadas, como atendentes de fast-food. Então, por favor, se você é um atendente tenha paciência caso cruzem com as duas ao mesmo tempo, pois provavelmente elas estarão usando óculos iguais e all-star para deixarem os desatentos ainda mais confusos. São 01:29 e eu preciso terminar esse texto até as 6:00 pois vocês sabem, o dia será longo amanhã e não haverá ovomaltines para me salvar.
O tempo passou
As cartas se embaralham
Eu fui embora
A dor da separação, a saudade, a raiva, a saudade outra vez. Muitos sentimentos que não cessavam. Tudo ao mesmo tempo acontecendo. Estaria eu vivendo a darkest timeline? Eu não teria como saber. Porém, apesar da situação vocês me ajudaram a me manter firme. Deus, o que foi aquela amostra de Got que vocês me mandaram em forma de carta? Foi a coisa mais incrível que eu recebi. Abri a caixa para ler outro dia e apenas miniaturas de baldes de diversas cores saiam pelos cantos dos meus olhos... me perdoem, mas a partir de agora o texto (pode) ficar piegas.
Mas antes de dizer como eu me sinto em relação a tudo isso vou mostrar algumas coisas interessantes e cômicas que me fizeram dar boas risadas. Vamos começar pelo gráfico de lerdeza que Laisa insiste desde always -de uma forma forçada-, mostrar que eu sou mais lerda que ela. Nem que essa uma diferença seja de 2%.
É FAKE, como vocês podem ver as informações foram manipuladas
laisa escrevendo para ela própria
quando eu vi essa planta baixa pensei MEU DEUS UM DIA SEREI ARQUITETA
♥♥♥♥♥♥♥
Se eu tivesse respondido a carta com certeza teria escrito coisas lindas. Mas graças a deus, Luciamo me ajudou a voltar para minha terra.
Continuando a história das duas meninas incríveis que nascerem gêmeas porém não idênticas, gostaria de ressaltar como as vi crescerem. Pode parece clichê, mas qualquer pessoa que estava dentro ou fora do nosso círculo de amizade viam que elas brilhavam. Essa(s) menina(s) vai(o) longe. E irão. Há uns dias essas meninas não podiam viajar com gente de all-star, e amanhã estarão nos EUA mostrando que: we can do it!
São 03:09 e eu não disse nem metade do que estava em mente. Continuando a falar sobre saudade, bem, eu não gosto de falar sobre saudade. Sinto que as duas meninas gêmeas não-idênticas continuarão aqui, perto de mim. A ficha não caiu. Ainda penso no futuro próximo como se elas fossem fazer parte... mini baldes começam a se formar no canto dos meus olhos. Eu avisei que poderia ficar piegas.
Por um outro lado tento ver apenas o lado positivo, que um ano passará rápido (será?) e que em breve todas nós estaremos unidas novamente. Dessa vez é diferente, há um propósito. Eu vou me fazer de durona até o fim e fingir que isso não me afeta porque esse é meu jeito, mas é inegável que a saudade vai bater e eu tô sofrendo antecipadamente, bjs. Vou deixar uma selfie minha fazendo papel de trouxa pra vocês se lembrarem de mim sempre (caso esquecem, é só se olharem no espelho EUHSUH). Tenho que rir pra não chorar mais aqui e são 03:35 I NEED SLEEP.
Vou sentir falta de implicar com vocês
Vou sentir falta das pérolas de Laisa (iza, seu dedo tá na mão)
Não vou sentir falta de vocês cantando
Enfim, vou sentir falta companhia de vocês, girls. E meu último recadinho que deixo pra vocês é "Follow through /Make your dreams come true/ Don't give up the fight /You will be alright 'cause there's no one like you in the universe/ Don't be afraid of whatyou're mind conceals /You should make a stand/ Stand up for what you believe/ andtonight we can truly say together we're invincible" ♥ :')
Parabéns, vocês são foda. Minhas ídolas vivas. E não importa o que aconteça, sempre lembrem o que diz na capa no guia do mochileiro das galáxias em letras garrafais.
ps1: ignorem todos os erros não tive tempo de revisar
ps2: to com sono
ps3: queria escrever mais porém o tempo não está a meu favor
ps123: mores, amo vcs DUM jeito, nunca se esqueçam disso
me despeço com essa foto de Louise em seu estado normal
Obrigada por todas as memórias.
Att, a mais fofa
Eu
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